PelvClinic
Blog/Histórias

Thiago: a dor que chamavam de coisa da cabeça — e o músculo que ninguém havia avaliado

Três anos de dor pélvica crônica, dois diagnósticos errados e um médico que finalmente disse a palavra certa: fisioterapia pélvica.

9 min de leitura·08 de janeiro de 2026
"

Os nomes foram alterados para preservar a privacidade. As histórias são baseadas em perfis reais de pacientes atendidos na PelvClinic.

Thiago tinha 35 anos e trabalhava como desenvolvedor de software, oito horas por dia sentado numa cadeira, às vezes mais. A dor havia começado de forma insidiosa: uma pressão no períneo que ele havia atribuído ao sedentarismo. Depois virou desconforto na relação sexual. Depois dificuldade para urinar completamente. Depois uma dor constante, surda, que irradiava para a parte interna das coxas e para a lombar.

"O urologista fez exames e disse que era prostatite crônica bacteriana. Fiz antibiótico por três meses. Não mudou nada." Pausa. "O segundo médico disse que era prostatite crônica não bacteriana, que é basicamente o jeito de dizer que não sabem o que é. Me deram anti-inflamatório. Também não mudou nada."

A terceira opinião

Um urologista mais novo, recém-formado e com especialização em saúde pélvica masculina, foi o primeiro a mencionar a fisioterapia pélvica. "Ele disse que uma boa parte dos casos de prostatite crônica não bacteriana são, na verdade, síndromes de dor miofascial do assoalho pélvico. Que a musculatura está em tensão crônica e gerando todos os sintomas. Que isso tem tratamento." Thiago olhou para ele desconfiante. "Tá bom, vou tentar."

O que a avaliação mostrou

A avaliação na clínica confirmou o que o urologista havia suspeitado: hipertonia severa do assoalho pélvico em padrão assimétrico: o lado direito significativamente mais tenso que o esquerdo, o que explicava a irradiação para a coxa direita. Havia também um padrão de respiração compensatória que havia se estabelecido como resposta à dor, criando mais tensão abdominal e pélvica num ciclo contínuo.

"Quando a fisioterapeuta explicou a conexão entre a forma como eu respirava, a tensão que acumulava no trabalho, e a dor que sentia, foi como ligar os pontos de um quebra-cabeça que eu nem sabia que estava tentando montar."

Três meses de trabalho real

O tratamento de Thiago incluiu trabalho direto na musculatura, técnicas de respiração, orientações posturais para o ambiente de trabalho e exercícios para casa. Foi um trabalho colaborativo: ele trazia perguntas, a fisioterapeuta trazia respostas e ajustes. Nada de passividade: ele precisava ser ativo no processo.

"A maior mudança foi quando percebi que tinha aprendido a sentir meu próprio corpo. Parece óbvio, mas eu tinha 35 anos e nunca havia prestado atenção no que acontecia abaixo do umbigo. Era território desconhecido." Três meses depois, a dor havia reduzido em mais de 70%. "Ainda tem dias difíceis. Mas sei o que fazer com eles agora."

"Três anos com dor e a solução estava nos músculos que ninguém havia olhado."

dor pélvica masculinasaúde masculinadiagnósticoassoalho pélvicohistórias reais

Próximo passo

Identificou algo neste texto que faz sentido para você?

Nossa equipe está disponível para conversar, tirar dúvidas e orientar. Uma conversa pode ser o primeiro passo que muda tudo.

Encontrar uma unidade