Ressecamento vaginal na menopausa: o que é possível fazer
A síndrome genitourinária da menopausa afeta a maioria das mulheres. A fisioterapia pélvica oferece abordagem complementar que vai além do que a ginecologia convencional alcança.
A síndrome genitourinária da menopausa, que inclui ressecamento vaginal, atrofia e desconforto cotidiano, afeta mais da metade das mulheres na pós-menopausa, mas menos de um quarto busca tratamento. O silêncio em torno do assunto mantém mulheres convivendo com sintomas que afetam significativamente a qualidade de vida e a intimidade.
O que muda na menopausa
A queda do estrogênio reduz a lubrificação natural, afina o epitélio vaginal, reduz a elasticidade dos tecidos e altera o trofismo muscular do assoalho pélvico. O resultado é ressecamento, desconforto cotidiano e, frequentemente, dor durante as relações sexuais.
O papel da fisioterapia
A fisioterapia pélvica atua sobre os componentes funcionais do ressecamento: estimula a vascularização local, trabalha o trofismo dos tecidos, melhora a resposta neuromuscular e aborda as alterações de tônus que frequentemente acompanham a atrofia. Não é substituto da abordagem hormonal, mas um complemento que atua onde o medicamento não chega.
Além da menopausa: outros contextos
O ressecamento vaginal pode ocorrer durante a amamentação, no uso de determinados anticoncepcionais hormonais, após tratamentos oncológicos e em outros contextos que alteram o perfil hormonal. Em todos esses casos, a fisioterapia pélvica tem indicação como parte do tratamento.
Ressecamento vaginal não é parte inevitável do envelhecimento feminino. É uma condição com tratamento, e tratamento que funciona.
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