Incontinência urinária masculina: o que ninguém conta antes da cirurgia
A prostatectomia pode ser bem-sucedida e ainda assim deixar incontinência que muda completamente a vida do paciente. O que saber antes e o que fazer depois.
O urologista explica o procedimento, os riscos cirúrgicos, a taxa de sucesso oncológico. O que raramente recebe o mesmo tempo de explicação é o que acontece com o controle urinário depois. Incontinência pós-prostatectomia afeta a maioria dos pacientes em algum grau, de leve gotejamento a episódios significativos que exigem proteção.
Por que a incontinência acontece
A continência urinária masculina depende do esfíncter uretral externo, uma estrutura muscular que a cirurgia de próstata afeta diretamente. Dependendo do tipo de cirurgia e das estruturas preservadas, o mecanismo de continência fica temporária ou permanentemente comprometido. A fisioterapia pélvica trabalha sobre esse mecanismo.
A preparação pré-cirúrgica
Iniciar a fisioterapia pélvica antes da cirurgia é uma das decisões mais eficazes que um paciente pode tomar. A preparação muscular pré-operatória reduz significativamente o tempo de recuperação da continência. Alguns estudos indicam que pacientes que fizeram fisioterapia pré-operatória recuperam a continência semanas mais cedo do que os que não fizeram.
A reabilitação pós-operatória
A fisioterapia pélvica pós-operatória começa assim que o médico liberar, geralmente nas primeiras semanas. O trabalho é progressivo: ativações gentis inicialmente, fortalecimento gradual, treino de controle vesical. Cada fase respeita o momento de cicatrização e a resposta do corpo.
A incontinência pós-prostatectomia não precisa ser permanente. Com reabilitação adequada, a maioria dos pacientes alcança melhora significativa.
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