Incontinência urinária feminina: tipos, causas e o que pode ser feito
Nem toda incontinência é igual. Entender o tipo e a causa é o primeiro passo para um tratamento que funciona, sem cirurgia e sem medicamento contínuo.
A incontinência urinária feminina é mais comum do que qualquer pesquisa de prevalência consegue capturar, porque a maioria das mulheres não relata o problema ao médico, por vergonha ou por acreditar que "faz parte". Estima-se que entre 30% e 50% das mulheres adultas tenham algum grau de incontinência urinária. E a maioria convive com isso sem tratamento.
Tipos de incontinência urinária feminina
- De esforço: perda de urina ao tossir, espirrar, rir, pular ou praticar atividade física. Causa: enfraquecimento do suporte uretral
- De urgência: perda de urina associada a vontade súbita e intensa de urinar. Causa: hiperatividade vesical
- Mista: combinação de esforço e urgência
- Pós-parto: qualquer tipo que surgiu ou se agravou após o parto
Fatores de risco
- Gestações e partos (vaginais ou cesarianas)
- Menopausa e alterações hormonais
- Sedentarismo e enfraquecimento do assoalho pélvico
- Obesidade, que impõe pressão extra sobre a musculatura pélvica
- Histórico de cirurgias pélvicas
- Tosse crônica
O tratamento conservador como primeira linha
As principais diretrizes médicas recomendam o tratamento conservador, incluindo a fisioterapia pélvica, como primeira linha para incontinência de esforço e mista. O tratamento é eficaz, sem efeitos colaterais, e em muitos casos elimina a necessidade de cirurgia.
Incontinência urinária não é inevitável, nem no pós-parto, nem na menopausa, nem com a idade. É tratável, com altas taxas de sucesso.
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