Hipertonia do assoalho pélvico: a tensão que ninguém pediu para ter
O excesso de tensão na musculatura pélvica é uma das causas mais subestimadas de dor pélvica, disfunção sexual e constipação funcional. Entenda o que é e como se trata.
Quando se fala em disfunção pélvica, a atenção costuma ir para fraqueza muscular. Mas a tensão excessiva, a hipertonia, é igualmente prevalente e igualmente problemática. Um músculo em excesso de tensão crônica não é um músculo forte: é um músculo que esqueceu como relaxar, e que gera dor, restrição e disfunção a partir dessa incapacidade.
O que causa hipertonia do assoalho pélvico
- Estresse crônico e ansiedade
- Trauma físico ou emocional
- Posturas de proteção compensatórias por dor
- Histórico de partos com lacerações ou episiotomia
- Ciclos de dor pélvica que geram tensão, que geram mais dor
- Atividade física de alta intensidade sem atenção pélvica
Como a hipertonia se manifesta
- Dor pélvica ou perineal crônica
- Dor ou dificuldade nas relações sexuais
- Vaginismo ou espasmo vaginal
- Constipação crônica sem causa alimentar
- Urgência urinária
- Sensação de "travamento" ou rigidez pélvica
O erro mais comum: fortalecer o que já está tenso
Mulheres com hipertonia que fazem Kegel sem avaliação prévia frequentemente pioram o quadro. Fortalecer um músculo que já está em excesso de tensão é contraproducente. Por isso a avaliação funcional é indispensável antes de qualquer exercício.
Hipertonia pélvica não é resolvida com mais força. É resolvida com relaxamento dirigido, liberação manual e reequilíbrio do tônus.
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